quinta-feira, 7 de janeiro de 2010


Estou um pouco sufocada de coisas que eu quero dizer.

O céu escurece tão rápido e todo mundo já foi dormir, tudo acaba ficando para o dia seguinte. Mas o dia seguinte é um futuro muito distante, só que isso eu ainda não sei.


Acabo escrevendo tudo, como se funcionasse igual a palavras ditas.


Não.


Escrever é mais ou menos como sonhar.


Se você conversa com alguém durante um sonho, quando você acorda, você não conversou com a pessoa.


Ou pelo menos ela não sabe, só você.


E isso não conta.


Preciso tanto tirar essas palavras do meu peito farto, quase mais nada cabe aqui.


Uma vez me disseram que é preciso deixar o peito leve, quase vazio, para que as borboletas possam entrar.


Ontem eu sonhei que a gente se perdia num lugar cheio de gente, e eu ficava sozinha, esperando todo mundo ir embora.


Mas ninguém ia embora e eu ficava sozinha.


Um pouco antes de eu acordar você aparece de novo e me diz: "Você não está sozinha".


Estou aqui".


Acordei um pouco triste, angustiada, sentindo sei-lá-o-quê.


E quer saber?


Agora , quando estou prestes a dormir novamente, essa sensação passou.


Senti que suas palavras no meu sonho eram de verdade.


Eu senti que você falou mesmo comigo, que você invadiu o meu sonho.


Eu acho que eu estava errada, conversar com pessoas em sonhos conta sim.


E escrever funciona também: vou escrever para quem enche o meu peito, mesmo que não leia as minhas palavras.


Um comentário:

  1. tá né..
    sem muito o que falar,
    tudo perfeito o qe escreve.
    nem preciso e nem tenho o que dizer
    apenas qe amei este,
    beijos guria ;)

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